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Todas as jornadas que levaram a NIDO

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Todas as jornadas que levaram a NIDO

(tempo de leitura do e-mail: 3 a 4 minutos)

Este é o terceiro capítulo da série Desvendando o Venture Capital, construída em quatro partes. No primeiro capítulo, exploramos onde a criação de valor tende a se concentrar ao longo dos ciclos e por que parte relevante dos retornos mais assimétricos continua surgindo em gestores emergentes.

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No segundo, trouxemos essa leitura para o contexto brasileiro, discutindo como a construção de portfólio em venture capital exige uma lógica mais integrada, capaz de conectar geografias, ciclos tecnológicos, dinâmica de capital e perfil dos gestores. Foi justamente a partir dessa reflexão que comecei a reorganizar minha própria visão sobre o futuro da indústria e sobre o que ainda faltava ser construído.

Como muitos sabem, estou há quase duas décadas dentro dessa indústria. Cofundei e ajudei a construir uma das primeiras gestoras de venture capital do Brasil, acompanhei empresas do seed ao exit, R$ 750 milhões sob gestão, analisei milhares de negócios e investi em mais de 50 companhias ao longo desse período. Vi empresas nascerem pequenas e se transformarem em líderes de categoria. Vi outras desaparecerem apesar de fundadores talentosos, tecnologia relevante e capital disponível.

Ao longo dessa trajetória, também tive acesso a ecossistemas muito distintos entre si. Sou Kauffman Fellow, o que me permite conviver de perto com uma das redes mais relevantes de investidores profissionais de venture capital do mundo. Sou Entrepreneur in Residence no Lemann Center, em Stanford, e participo de organizações e conselhos ligados à evolução da inovação e do empreendedorismo em diferentes geografias e ciclos tecnológicos.

Depois de encerrar minha primeira jornada em venture capital no final de 2023, comecei a me aproximar ainda mais de investidores finais e family offices que haviam construído exposição relevante à classe de ativos ao longo dos últimos anos. Muitas delas montaram portfólios sofisticados, com bons gestores e acesso a algumas das principais casas do mercado brasileiro.

Foi nesse momento que uma percepção começou a ganhar mais espaço. O portfólio de venture capital da maioria dessas famílias estava incompleto, pois não possuía exposição ao early stage americano, justamente no momento em que múltiplas transformações tecnológicas começavam a convergir simultaneamente, dando sinais de proximidade de um novo ciclo de extrema prosperidade e geração de valor.

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  Estamos vivendo um ciclo raro de formação de novas plataformas tecnológicas. Inteligência artificial, robótica, computação quântica, infraestrutura computacional, blockchain e ciências da vida passaram a evoluir em paralelo dentro de ecossistemas que concentram capital, pesquisa, talento técnico e capacidade de distribuição em uma escala difícil de replicar.

Ao longo das últimas décadas, os Estados Unidos consolidaram uma posição dominante na criação de valor em tecnologia global. Segundo a PitchBook, mais de 50% do venture capital investido no mundo continua sendo direcionado ao mercado americano.  

Isso não significa substituir venture capital brasileiro, mas complementar exposição. Um ciclo mais acelerado de liquidez e criação de valor no mercado americano tende também a ampliar aprendizado, repertório e dinamismo dos investidores que acompanham inovação de forma global, ao mesmo tempo em que contribui para fortalecer a construção patrimonial e o legado de longo prazo desses investidores.

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Mas a equação ainda não estava completa, havia outra variável importante. Grande parte dos retornos mais assimétricos continuava surgindo justamente em estruturas menores, operadas por gestores emergentes que ainda permaneciam relativamente fora do radar da maior parte dos investidores internacionais.

Foi a partir desse conjunto de observações que fundei a NIDO no início de 2024. Uma gestora baseada nos Estados Unidos, criada para capturar essa assimetria de forma mais integrada, aproximando investidores brasileiros dos ecossistemas, gestores e ciclos tecnológicos que historicamente concentraram parte relevante da criação de valor da indústria global de venture capital.

No próximo e último capítulo desta série, vamos aprofundar como essa percepção evoluiu para a construção do Platypus e por que decidimos estruturar uma ponte entre investidores brasileiros e alguns dos ambientes de inovação mais densos do mundo.

Para quem quiser acompanhar os capítulos anteriores da série (clicar sobre os capítulos):
Capítulo 1
• Onde a criação de valor realmente acontece em venture capital
Capítulo 2
• O que venture capital significa para o investidor brasileiro

Vamos juntos?

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